Marketing e inovação em alimentos: O agronegócio no Vale do Silício e no Brasil

Inserido por 1 de julho de 2019 Educação, Empresas Nenhum comentário

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A era da inovação digital na qual vivemos pode dar a entender que startups de sucesso são privilégios das empresas e nerds de Tecnologia da Informação. Ledo engano! Criar um negócio inovador e rentável a partir do Agronegócio não é apenas possível, mas uma realidade milionária. Chegar a isso requer “pensar fora da caixa” e “observar o mercado”, ou seja, um mindset de estrategista de marketing.  Exemplos disso são os novos negócios de processados de vegetais que entram em campo para substituir a carnes, acompanhando uma tendência comportamental presente em diversos países, em especial os mais ricos.

É o caso da Impossible Foods, marca americana de produtos “com gosto de carne, cheiro de carne e textura de carne”, que não têm nenhum traço de origem animal, apenas vegetais. Sua ideia e seu plano de negócios atraíram US$ 750 milhões (R$ 3 bilhões) de investidores interessados em bancar a produção da carne vegetal. Isso antes da oferta inicial de ações na bolsa. Depois de saber disso você ainda acha que sucesso em inovação tem a ver apenas com Bits e Bytes?

Sediada no Vale do Silício, berço das empresas de tecnologia, a Impossible Foods não está sozinha no setor das foodtechs de proteína vegetal. Em sua estreia na Nasdaq, a bolsa de valores que reúne empresas de tecnologia, a também americana Beyond Meat, de hambúrgueres veganos, fechou em alta de 163%. E se essa realidade parece muito distante, saiba que em maio deste ano os hambúrgueres vegetais da brasileira Futuro Burguer, começaram a chegar a pontos de vendas como o Pão de Açúcar, St. Marche e Zona Sul em São Paulo e Rio de Janeiro.

O primeiro ponto para mudar seu mindset é entender que essas empresas são fruto do agronegócio e não da tecnologia digital, em que pese essa possa viabilizar diferentes modelos de agronegócios. Outro ponto é enxergar que para colocar em prática suas ideias inovadoras é fundamental a atuação de profissionais preparados para este mercado faminto, literalmente. O mercado “plant based”, ou seja, da dieta à base de plantas, cresce mais de 6% ao ano e deve somar US$ 10,9 bilhões em todo o mundo até 2022.

Mais do que nunca, o marketing é área chave no Agronegócio em todos os setores que formam sua cadeia de produção. Idealizar produtos inovadores para segmentos de consumidores, conhecer esses públicos, construir sua marca fazê-la chegar até seus clientes finais, relacionar-se com eles e torna-los promotores de marca são ações das quais o agronegócio não pode abrir mão.

Isso requer um mindset de estrategista de marketing e preparo técnico dos profissionais, a fim de que estejam preparados para fazer o (agro)negócio acontecer e posicionar suas marcas na cabeça de quem importa, o consumidor, e, com isso, na dos investidores.

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Prof. Dr. Dirceu Tornavoi de Carvalho
Coordenador do MBA Marketing Fundace/USP
Departamento de Administração FEA-RP/USP

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